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Incêndio em bar. Suíça declara luto nacional enquanto autoridades tentam identificar vítimas
Serão cinco os dias de luto nacional na Suíça após a tragédia que matou cerca de 40 pessoas que celebravam o ano novo num bar em Crans-Montana. Até ao momento não há registo de portugueses entre as vítimas.
O presidente da Suíça declarou cinco dias de luto nacional na sequência do incêndio que matou dezenas de pessoas num bar de uma estância de esqui na passagem de ano. Esta sexta-feira, os investigadores começaram a tentar identificar os corpos das cerca de 40 vítimas mortais.
"Foi um drama de proporções desconhecidas", disse o presidente suíço, Guy Parmelin, prestando homenagem às muitas "vidas jovens que foram perdidas e interrompidas". O chefe de Estado considerou este um dos episódios mais traumáticos da história do país.
As chamas deflagraram durante uma festa de ano novo na estância de esqui suíça de Crans-Montana. O evento decorria no bar Constellation, que tem capacidade para 300 pessoas no interior.
Para além das quatro dezenas de mortos, registaram-se também mais de 100 feridos, muitos deles graves. Não são ainda conhecidas as causas do incêndio, mas algumas testemunhas afirmaram que tudo começou com dispositivos pirotécnicos colocados em garrafas de champanhe.
Duas mulheres que terão estado no interior do bar contaram à estação francesa BFMTV que uma funcionária do bar estava às cavalitas de um colega enquanto segurava um bolo de aniversário cujas velas pegaram fogo ao teto de madeira. Segundo estas testemunhas, as chamas espalharam-se rapidamente e fizeram o teto colapsar.
As queimaduras sofridas pela multidão, essencialmente composta por jovens e adolescentes, foram tão graves que as autoridades suíças afirmaram que poderia levar dias ou semanas até que todas as vítimas do incêndio fossem identificadas.
Não é certo o número exato de pessoas que estava no interior do bar, cuja festa decorria na cave, quando se deu o incêndio. A polícia também não adiantou o número de desaparecidos.
A procuradora-geral do cantão de Valais, Beatrice Pilloud, avançou que foram mobilizados recursos significativos "para identificar as vítimas e devolver os seus corpos às famílias o mais rápido possível".
Pilloud recusou ainda comentar os relatos de testemunhas sobre velas acesas que poderão ter causado o incêndio. "Está a ser realizada uma investigação que identificará as circunstâncias exatas do que aconteceu", frisou, acrescentando que será verificado se o bar cumpria as normas de segurança e tinha o número necessário de saídas.
Para já, "o primeiro objetivo é identificar todos os corpos", disse por sua vez o presidente da Câmara de Crans-Montana, Nicolas Feraud, numa conferência de imprensa na quinta-feira à noite. Segundo o embaixador italiano na Suíça, falta apenas identificar cinco dos mais de 100 feridos.
Mathias Reynard, chefe do Governo do cantão de Valais, avançou que os especialistas estão a usar amostras dentárias e de ADN para a identificação das vítimas. "Todo esse trabalho tem de ser feito, porque as informações são tão terríveis e sensíveis que nada pode ser dito às famílias a menos que tenhamos 100 por cento de certeza", explicou.
Em resposta à RTP, o secretário de Estado da Comunidades Portuguesas disse não haver, até ao momento, informação de portugueses entre as vítimas desta tragédia.
Itália e França estão entre os países que afirmaram ter cidadãos desaparecidos, e o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, visita Crans-Montana esta sexta-feira. A Austrália também informou que um dos seus cidadãos ficou ferido.
c/ agências
"Foi um drama de proporções desconhecidas", disse o presidente suíço, Guy Parmelin, prestando homenagem às muitas "vidas jovens que foram perdidas e interrompidas". O chefe de Estado considerou este um dos episódios mais traumáticos da história do país.
As chamas deflagraram durante uma festa de ano novo na estância de esqui suíça de Crans-Montana. O evento decorria no bar Constellation, que tem capacidade para 300 pessoas no interior.
Para além das quatro dezenas de mortos, registaram-se também mais de 100 feridos, muitos deles graves. Não são ainda conhecidas as causas do incêndio, mas algumas testemunhas afirmaram que tudo começou com dispositivos pirotécnicos colocados em garrafas de champanhe.
Duas mulheres que terão estado no interior do bar contaram à estação francesa BFMTV que uma funcionária do bar estava às cavalitas de um colega enquanto segurava um bolo de aniversário cujas velas pegaram fogo ao teto de madeira. Segundo estas testemunhas, as chamas espalharam-se rapidamente e fizeram o teto colapsar.
As queimaduras sofridas pela multidão, essencialmente composta por jovens e adolescentes, foram tão graves que as autoridades suíças afirmaram que poderia levar dias ou semanas até que todas as vítimas do incêndio fossem identificadas.
Não há indicação de portugueses entre as vítimas
A procuradora-geral do cantão de Valais, Beatrice Pilloud, avançou que foram mobilizados recursos significativos "para identificar as vítimas e devolver os seus corpos às famílias o mais rápido possível".
Pilloud recusou ainda comentar os relatos de testemunhas sobre velas acesas que poderão ter causado o incêndio. "Está a ser realizada uma investigação que identificará as circunstâncias exatas do que aconteceu", frisou, acrescentando que será verificado se o bar cumpria as normas de segurança e tinha o número necessário de saídas.
Para já, "o primeiro objetivo é identificar todos os corpos", disse por sua vez o presidente da Câmara de Crans-Montana, Nicolas Feraud, numa conferência de imprensa na quinta-feira à noite. Segundo o embaixador italiano na Suíça, falta apenas identificar cinco dos mais de 100 feridos.
Mathias Reynard, chefe do Governo do cantão de Valais, avançou que os especialistas estão a usar amostras dentárias e de ADN para a identificação das vítimas. "Todo esse trabalho tem de ser feito, porque as informações são tão terríveis e sensíveis que nada pode ser dito às famílias a menos que tenhamos 100 por cento de certeza", explicou.
Em resposta à RTP, o secretário de Estado da Comunidades Portuguesas disse não haver, até ao momento, informação de portugueses entre as vítimas desta tragédia.
Itália e França estão entre os países que afirmaram ter cidadãos desaparecidos, e o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, visita Crans-Montana esta sexta-feira. A Austrália também informou que um dos seus cidadãos ficou ferido.
c/ agências